O Mais Profundo Religar
Fundamentos Históricos e Conceituais do Espiritismo
INTRODUÇÃO
I
O MAIS PROFUNDO RELIGAR
A natureza exubera em fenômenos cuja magnitude sempre nos deslumbra. A inteligência humana segue o curso natural de seu aprimoramento, e as óticas pelas quais os fenômenos se apresentam aos limites de nossa cognição variam continuamente...
Dos apelos ancestrais ao sobrenatural mítico até as especulações intelectivas da metafísica filosófica, e chegando, por fim, às recentes tentativas de equacionamento das leis diretoras do cosmo, o homem, num misto de admiração e tormento, sempre fixado naquele espanto platônico, debate-se ainda com os mesmos problemas de outrora: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Por que sofro?
A ciência, munida do rolo compressor de seus veredictos, pretendeu destruir as respostas míticas a tais questões; no entanto, essas respostas hão sobrevivido. Não acreditam ainda, piamente, em Adão e Eva, com maçã, serpente e tudo mais? É pequena a tiragem de livros acerca de duendes, gnomos, anjos, demônios e todo o cortejo mítico, místico e mágico, por meio do qual a subliteratura se tem locupletado? Profundos conhecedores da estrutura psicológica ainda infantil desta humanidade, disseram os espíritos superiores a Allan Kardec: “O homem gosta do maravilhoso e não se contenta com as maravilhas da natureza”.
Entende-se que Deus não o possa, mas será que nunca poderão os demais objetos das religiões constituírem objetos da ciência? Serão todos eles mera superstição? Os veredictos científicos hão satisfeito a necessidade do homem em obter as respostas que as religiões têm pretendido apresentar-lhe?
Os pensadores materialistas ignoraram a revolução que a doutrina espírita representou para as idéias e as crenças. Superestimadas, nada obstante seus méritos, as obras desses pensadores forjaram uma intelectualidade cuja tendência, em geral céptica ou agnóstica, não pode mais ser salutar. Numa antevisão dessas conseqüências, já afirmara o filósofo espírita Léon Denis:
“É bom combater a ignorância e a superstição, mas cumpre substituí-las por crenças racionais”.
Nunca a idéia religiosa foi tão necessária. Mas não no sentido de serem constituídas mais religiões, e sim no de se reconhecer finalmente onde está de fato a religião mesma, isto é, o religar, cujos fundamentos não são necessariamente tão-só místicos, mas hoje, quanto podem, mesmo racionais e científicos, afinal, “os achados da ciência estão cada vez mais em concordância com as crenças dos místicos”. Contudo, não há nisso, para o espírita estudioso, nada de novo.
Apesar das infindáveis discussões epistemológicas que isto ainda pode suscitar, desde meados do século XIX, a doutrina codificada por Kardec apresenta a alma imortal não mais como objeto de pura especulação intelectiva (filosoficamente), nem, menos ainda, na condição de dogmática revelação sobrenatural (religiosamente), mas, é certo dizê-lo, como objeto de estudo cuja concretude é abordável pela experiência e pelo método (cientificamente).
Na ótica espírita, Deus não é o resultado de engenharias ideológicas, de manipulações míticas ou lendárias, mas, conforme o definiram os espíritos superiores:
“(...) a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas”.
O espiritismo oferece à cultura humana, pelas vias rigorosas do saber elaborado, pelos processos lógicos da análise da mais severa razão crítica, dados indispensáveis para um melhor encaminhamento da solução dos graves problemas do ser, do destino e da dor. A codificação espírita apresenta-nos um valor espiritual muito singular para a vida; não aquele que foi construído a partir da mitificação dos tradicionais objetos do sagrado: Deus, alma e vida futura, mas o valor espiritual de fato, ou seja, o que foi edificado pela desmitificação da sacralidade desses objetos, tornando Allan Kardec, a um só tempo, no “Descartes” e no “Bacon” do espiritualismo.
Em sínteses perfeitas, o espiritismo legitima as ânsias mais caras do ser. Numa integridade conceitual sui generis no cenário das sistemáticas, apresenta-se científico, filosófico e religioso a um só turno, sendo que, em sua religiosidade, não se vincula aos tradicionalismos místicos, como veremos adiante.
A austera atitude reflexiva de seu aspecto filosófico, sempre fundada no conhecimento elaborado por sua feição científica, faz do espiritismo o maior patrimônio cultural da humanidade, o maior operador do mais profundo religar: conhecimento exato e ação justa, criticidade e devoção, razão e fé. Portanto, a doutrina espírita não é propriamente mais uma religião, e sim a religião mesma.
À medida que o espiritismo fornece seus elementos aos outros setores da cultura humana, articula-os, mui criteriosamente e no âmbito de seu próprio esquema doutrinário, aos elementos por tais setores igualmente fornecidos. Isto sempre o coloca nos rumos de melhores equacionamentos das leis diretoras da vida. Se é verdade que o corpo do espiritismo é multidisciplinar, sua alma é interdisciplinar, donde o haver afirmado Léon Denis:
“O espiritismo é uma poderosa síntese das leis físicas e morais do universo”.
A doutrina espírita esquadrinha os mecanismos de profundidade do regulamento ético-natural a que toda interferência humana está submetida. Ao desmitificá-la, o espiritismo não esvazia a realidade em que vivemos de sua espiritualidade substancial. Contrariamente às doutrinas materialistas — sobre as ruínas das quais viceja —, a doutrina espírita não lança em falência qualquer sentido de fato nobilitante para o existirmos.
O espiritismo é a mais ousada busca de totalidade de que se tem notícia, a sagrada fornalha na qual se dá o maior evento dos tempos modernos: ciência e consciência em ponto de fundição. Sem fazer dos mitos realidade, o espiritismo explica de que forma a realidade pode engendrar mitos. Pensamos, logo existimos, e existir é jamais morrer. Interferimos, co-criamos, havendo para tanto uma razão irremediável de ser — a perfeição!
II
O CABO DA BOA ESPERANÇA
“(...) Dobrado o Assombro,
O mar é o mesmo: já ninguém o tema!”
Fernando Pessoa
Não poucos poderão classificar-me sonhador. Todavia, estou, a exemplo de qualquer outro espírita estudioso e sincero, muito à vontade com minha escolha. Por trás da matéria descobriram a energia. Que haverá por trás da energia? Tudo será constituído tão-só de energia? O fato é que teremos de nos deparar com esse algo-mais que, além da energia, reina indelével. Sem qualquer constrangimento, o tenho chamado alma. Penso que estejamos suficientemente perplexos diante do que apelidamos “mistério”, o bastante para tornarmo-nos menos orgulhosos e, assim, quem sabe, darmos o primeiro grande passo em direção ao mais necessário de todos os saberes: o do espírito.
Terminei de convencer-me disso ao ler A dança do universo, do brilhante físico brasileiro Marcelo Gleiser. Não que ele conclua por esta ou aquela religião. No entanto, registram-se palavras investidas de muita reflexão e surpreendente desvelamento, só peculiares àqueles que, a despeito de serem espíritos sábios, não desaprenderam a cultivar o espírito de sabedoria.
M. Gleiser nos diz que não temos de acreditar nos cientistas, mas compreender suas idéias. Indo além, afirma que devemos duvidar seriamente de qualquer cientista que tente nos convencer, baseado em argumentos científicos, da futilidade de nossa crença religiosa, lembrando, igualmente, que é mister duvidarmos de qualquer sacerdote que nos tente convencer, baseado em argumentos religiosos, da futilidade da ciência moderna.
"O importante aqui — assevera o notável cientista pátrio — é evitar uma competição entre ciência e religião. Ciência não é um sistema de crenças, mas um sistema de conhecimento desenvolvido com o objetivo de organizar a realidade a nossa volta. Diferentes pessoas optam por diferentes caminhos; para alguns a ciência é suficiente, enquanto para outros a religião é suficiente. O essencial é evitar a trivialização do debate entre as duas. Se escolhermos cruzar as fronteiras entre a ciência e a religião, que seja para buscar a sua complementaridade, como as vidas de Kepler, Newton e Einstein ilustram de modo tão transparente. Em minha opinião, somos definidos por nossas escolhas, e o caminho da “pro-cura” envolve tanto conhecimento como crença. Essa complementaridade é a essência do que define o ser humano".
Ao lado dos nomes de Kepler, Newton e Einstein, eu incluiria, sem medo, o de Allan Kardec. Tratar-se-ia apenas de justiça ao memorável trabalho do codificador do espiritismo ainda em pleno século XIX. Seu pioneirismo e sua genialidade o tornam cada vez mais atual, inconteste precursor de tudo quanto vemos nos esquemas inapelavelmente multi e interdisciplinares da ciência hodierna.
O ínclito discípulo de Pestalozzi entendia que “a ciência e a religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral”. Em seu modo de ver, essas leis têm o mesmo princípio: Deus. Não podem, assim, estar em contradição, ser incompatíveis, a menos que haja, segundo ele, por parte da ciência e da religião, “observação defeituosa” e “excesso de exclusivismo”. Para Kardec, essa é a origem da incredulidade e da intolerância. O grande discípulo de Pestalozzi apresentou o espiritismo, então, como proposta de aliança entre duas ordens de idéias só em aparência antagônicas, e proclamou, em alto e bom som, o final, em nossa cultura judaico-cristã, do cisma entre conhecimento exato e ação justa:
"São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela ciência, a religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.
A ciência e a religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo".
Kardec venceu o materialismo antes de Einstein. Foi apenas uma questão de tempo para que a ciência confirmasse a tese espírita que dizia não ser compacta a matéria senão do ponto de vista dos nossos sentidos. Sim! O espiritismo é que deixou abertos os caminhos para a moderna concepção das múltiplas dimensões em que se espraia o fenômeno sempre vitorioso da vida, mesmo que, para alguns cientistas, atribuir qualquer sentido a esse fenômeno seja ignorância. Se essa, porém, é uma conclusão de ciência, prefiro a conclusão de consciência de um cientista completo como Patrick Drouot, ao asseverar que a compreensão do sentido da vida é tão importante para o nosso desenvolvimento psicológico e espiritual, quanto o fato de alimentar-se o é para a nossa sobrevivência biológica. E pensar que foi dito há mais de dois mil anos:
“Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome e aquele que em mim crê não terá sede”.
Este livro trata, tão brevemente quanto a isso se propõe, do espiritismo em sua integridade conceitual: ciência, filosofia e religião. Procurei não me descuidar dos principais dados de natureza histórica, fundamentais numa época em que, por estes ou aqueles motivos, nem sempre é dedicado à doutrina espírita e a seu codificador o respeito que lhes é devido no panorama cultural. O mais difícil, entretanto, é ter de reconhecer que não está nisso isento de culpa o próprio movimento espírita, assaz afastado da obra de Kardec e mergulhado, por vezes, em nefando misticismo, o que conduz o leigo à falsa idéia de que a doutrina espírita é só mais uma das muitas formas de sectarismo e de sincretismo. Confio, porém! Acredito no trabalho missionário das almas que se encarnam presentemente para refletirem as grandes luzes da verdade sobre esta doutrina do futuro, cada vez mais presente. Para elas é que devemos trabalhar.
Antecipando-se ao que pesquisadores de vanguarda da natureza da consciência chamam hoje “fisiologia multidimensional do ser humano”, Kardec, em meio à plena e rigorosa vigência do positivismo materialista do século XIX, afirmava que os espíritos têm um corpo fluídico, cujo nome é perispírito. Muito didaticamente, o mestre de Lyon estabelecia, assim, as mais seguras bases para uma efetiva cartografia da consciência humana no Ocidente, ao afirmar:
"(...) o perispírito não se acha encerrado nos limites do corpo, como numa caixa; pela sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força da vontade podem dilatar mais ou menos".
Desse modo simples, mas objetivo e firme, Kardec equacionou definitivamente o problema do homem como ser interexistente, multidimensional, abrindo caminho para a ciência holística de nossos dias:
"Sendo um dos elementos constitutivos do homem, o perispírito desempenha importante papel em todos os fenômenos psicológicos e, até certo ponto, nos fenômenos fisiológicos e patológicos. Quando as ciências médicas tiverem na devida conta o elemento espiritual na economia do ser, terão dado grande passo e horizontes inteiramente novos se lhes patentearão. As causas de muitas moléstias serão a esse tempo descobertas e encontrados poderosos meios de combatê-las".
Isso não nos conduz naturalmente à psiconeuroimunologia? Harvard, Stanford, Pensilvânia, Califórnia, e outras universidades no mundo, estudam-na hoje muito a sério e, sem o saberem, pela descoberta da interação entre mente e sistema imunológico, ratificam o pioneiro esquema kardeciano: espírito—perispírito—corpo. O que essa área fascinante de pesquisa médica começa apenas a divisar, o espiritismo, há exatos 145 anos, explica e demonstra.
O que Allan Kardec identificou como “faculdade” que possibilita percepções “além dos limites dos sentidos humanos, até onde estende a alma a sua ação”, Patrick Drouot denominou “estados de expansão de consciência”. Aquilo que o codificador do espiritismo definiu como “separação definitiva da alma e do corpo”, cento e trinta e um anos depois, o citado físico, também francês e igualmente druida reencarnado, afirmou ser uma “oscilação irreversível da consciência num outro universo”. Se Kardec dizia que “nenhum espírito perece; eles apenas mudam de planos”, Drouot nos afiança que se fala hoje em “realidades virtuais, mundos holográficos não físicos, que vibram em freqüências superiores” e que contêm a presença de “seres, consciências ou freqüências inteligentes”, com os quais podemos nos encontrar em “estados especiais de vigília, ou graças a mecanismos explicáveis somente quando se utilizam conceitos da física quântica e do modelo holográfico”. Isso, apenas para termos uma pálida idéia do nível de oportunidade e de acerto dos trabalhos do mestre lionês em pleno século XIX...
Quais as conclusões? Eu diria que as mesmas do eterno platonismo de sem-pre: “(...) a realidade não é o que percebemos, as coisas não são o que achamos que sejam, e não somos o que pensamos ser”. Ou, em bons termos kardecianos: A morte não existe!
Entrego, pois, ao leitor, este preito ao que mais tem consumido as energias de mártires quase anônimos do ideal verdadeiramente espírita: a luta quixotesca para materializar em nossa civilização a seguinte promessa, feita pelos espíritos superiores ao codificador do espiritismo:
"Com a perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente".
Pudesse o querido mestre lionês reconhecer nestas linhas o mais humilde dos testemunhos de cumprimento da solene promessa que lhe fizeram os espíritos, e minha vida certamente já não teria sido de todo vã...
Lembro-me de como os meses passavam-se lentígrados. Em contato com diversas formas de negativismo, declarados ou não, pude sentir o enorme valor da doutrina espírita, que, felizmente, havia conhecido antes de ingressar nos bancos universitários.
Eu refletia sobre as conseqüências de um homem sem Deus e sem alma, e, por outra, de um Deus e uma alma que não correspondessem à plenitude de nossos anseios... Nesse exato ponto, a figura do pesquisador e filósofo, insigne lingüista e pedagogo, professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, o “Allan Kardec”, mais se avultou às minhas considerações.
O existencialismo materialista, decerto, teria esmagado a fé que em meu coração acalentava, se a razão que na mente trazia estivesse totalmente envolvida pelo círculo assaz apertado no qual a crítica de Kant pretendeu encerrá-la. Mas era tarde demais. Kardec, em letras de fogo, já inscrevera em minha consciência, indeléveis, os comandos da razão crítica espírita:
"A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Eis por que não se dobra. Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da humanidade".
A despeito de o discernimento humano navegar costumeiramente por oceanos tão bravios, estava convencido de que, na obra do afamado mestre lionês, a razão atravessara com êxito a barreira dos cinco sentidos, da mesma forma que Bartolomeu Dias transpusera o conflito entre as águas atlânticas e índicas, vitorioso do cabo das Tormentas. Sim! Eu fora até aquela zona tempestuosa dos limites da cognição humana; para mim, todavia, como para Vasco da Gama, seu nome já era cabo da Boa Esperança.
SERGIO F. ALEIXO
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Sumário da Obra
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Prefácio
Introdução
I — O mais profundo religar
II — O cabo da Boa Esperança
1 — Quem foi Allan Kardec
2 — Da fenomenologia à filosofia espírita
3 — A missão do codificador
4 — Diferenças conceituais
4.1 — Espiritismo e espiritualismo
4.2 — Espírita e espiritualista
4.3 — Espiritismo e “kardecismo”
4.4 — Espírita e médium
4.5 — Espiritismo e cristianismo
4.6 — Espiritismo e universalismo
5 — Tríplice aspecto do Espiritismo
5.1 — Ciência espírita
5.2 — Filosofia espírita
5.3 — Religião espírita
5.4 — Resumo do tríplice aspecto
6 — O Espiritismo e a modernidade
Bibliografia